~~ Revelações da Menina Má ~~


27/04/2007


Those Ridiculous Thoughts aa-ha

Determinadas coisas a gente n conta nem pra melhor amiga e nem pro blog que ninguém conhece...rss
De qq forma, alguns pensamento às vezes martelam tanto na minha cabeça que falar sobre eles é uma forma de exorcizá-los. E também de confessá-los. Falar sobre um problema o deixa menor, não é? Falar sobre fantasias proibidas também. Dá alívio.
Mesmo assim, ainda trago resquícios da formação cristã que grande parte dos brasileiros traz, e sinto vergonha e culpa de admitir determinadas coisas. Necessidade de falar em códigos, ou me arrependerei depois. "How would i explain this to my children?"

A realidade é que de vez em quando eu me pego fantasiando, nada sexual, apenas coisa românica de garota, com uma pessoa que jamais na vida eu teria intenção de até imaginar. Me sinto uma menina de 12 anos e suas paixonites platônicas proibidas, geralmente com caras mais velhos e opostos dela. Paixões proibidas são as melhores, principalmente quando vc pensa em algo furtivo, numa casa cheia de gente e aquele beijo fenomenal proibidaço, de surpresa. Dá um ânimo.
No sonho, a problemática depois disso não existe, só o momento. Desejar o momento talvez seja mais gostoso até do que vivê-lo. E muitas vezes eu repito essa fantasia na minha cabeça.
Nunca fomos próximos. Sempre nos tratamos como normais, e como ele sempre morou em outro estado, poucas vezes o vi. Sempre simpático e afetivo, como deve ser. E eu normal, nunca me atraiu, embora não seja feio. Memso porque isso não faz meu tipo.
Mas, depois q eu add no orkut, ele me escreveu uns emails que, a primeira vista, não teria nada demais (e no conteúdo não tem nada demais MESMO), mas na primeira vez q vi o nome dele na minha caixa eu até me assustei: "como assim fulano me mandou um email? Nunca tivemos intimidade!" Mas estava lá, era bacana, me elogiando e eu fiquei lisonjeada. Respondi, respondeu, respondi e parou aí. Depois, trocamos mais uns scraps e email, nada demais. Mas essa situação inusitada faz despertar a menina dentro de mim, que implora por emoção, aventura já que a Renata real vive na estabilidade do casamento e do dia-a-dia. Esabilidade que tem sido muito gostosa, confortável. Quando rafael está aqui, essas coisas nem passam pela minha cabeça. Não é uma paixão, nem um desejo carnal, são devaneios gostosos.
O q me despertou a vontade de ver pessoalmente, pq temos afinidades e talvez seja a única pessoa desse núcleo com quem eu tenha me identificado e com quem eu possa ter uma certa aproximação até p/ bater um papo...

Mas como é bom imaginar aquele beijo...

Escrito por Pin Up*Rê às 17h13
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Aula de Vagina

O Clitóris

Antigamente, acreditava-se que o clitóris era aquele pontinho difícil de achar que ficava entre os lábios menores da vulva, logo acima da abertura da uretra. Aquele ponto é na verdade a glande do clitóris, uma área extremamente sensível da vulva.
Esse ponto, a glande do clitóris, geralmente é mostrado como se fosse o clitóris inteiro na maioria dos livros e ilustrações dos órgãos femininos O clitóris era considerado tão pequeno e misterioso, que muito se escreveu sobre como encontrá-lo. Alguns achavam que melhor do que achar o clitóris, era encontrar um igualmente misterioso ponto G, que ficaria dentro da vagina.

No começo do século XX, acreditava-se que a mulher adulta e madura, normal, só poderia gozar se fosse pela vagina, através da estimulação (roçar) do movimento do pênis. Dizia-se que a mulher que gozava pelo clitóris era anormal e problemática.

Se mesmo estimulada da maneira que se achava "correta" a mulher ainda não gozasse, haveria até uma cirurgia inventada para aproximar o clitóris da vagina, como se a natureza tivesse errado a pontaria e colocado o clitóris de algumas mulheres no lugar inadequado. A cirurgia, claro, não funcionou.
Fonte: The Myth of the Vaginal Orgasm BY ANNE KOEDT (1970)

Hoje sabe-se que o clitóris é bem fácil de encontrar: ocupa quase toda a vulva, a parte da frente da vagina, uma parte em volta da uretra e uma parte do períneo (espaço entre a abertura da vagina e a do ânus), além de ter ramificações para a raiz das coxas (Figura 4B na próxima página). Atualmente considera-se que temos um “sistema clitoridiano” que conta com 18 estruturas anatômicas distintas.

A parte do clitóris que fica mais evidente e para fora (glande do clitóris) é extremamente sensível. Embora bem menor em tamanho que a glande do pênis, a glande do clitóris tem 4 vezes mais terminações nervosas.
Fonte: Chalker, R. A verdade sobre o clitóris

Muitas mulheres não gostam de uma manipulação direta da glande se feita sem a devida delicadeza, pois a área é tão sensível que a estimulação com força pode até ser dolorosa.

Da glande do clitóris surgem duas pregas de pele que descem até a abertura da vagina; essas pregas são chamadas em geral de pequenos lábios. Existe uma enorme variação anatômica dos pequenos lábios: em algumas mulheres eles são curtinhos, em outras são exuberantes. Cada tipo tem a sua graça e elegância (Figura 2).

Freqüentemente os “pequenos” lábios são maiores que os “grandes”, causando nas mulheres um sentimento de que seriam anormais. Por essa razão, as anatomistas feministas consideram mais correto chamá-los de lábios “internos” e “externos”. Mesmo os lábios internos dificilmente são iguais entre si e comumente um dos lábios é muito maior que o outro, o que não representa qualquer anormalidade.

Por fora dessas pregas mais finas, existem os grandes lábios (externos), que são a continuação lateral do monte de Vênus (aquela parte “almofadada” em cima da vulva).

O monte de Vênus e os lábios externos são revestidos de pele e de pêlos, ao contrário do resto da vulva, que é revestida de mucosa (aquela pele fina do lado de dentro da gente, como da boca, etc.). Essa pele é muito sensível e muitas mulheres adoram ser tocadas ali, mais do que na glande do clitóris.

Por dentro dos lábios externos ficam as chamadas pernas do clitóris (Figura 4B). O clitóris como um todo é formado de um tipo de “tecido erétil” parecido com o do pênis, capaz de crescer com a excitação sexual.

É por isso que quando ficamos excitadas, e logo depois de gozar, a vulva fica muito crescida e endurecida. Como diz a piada, “incha lá”. Às vezes o clitóris fica tão “teso” e inchado depois da transa que é difícil urinar, pois a uretra fica “imprensada” pelo clitóris aumentado.

Dica: é importante falar para o(a) parceiro(a) como você quer ser tocada, pois o(a) parceiro(a) pode vir com a melhor das intenções e não fazer o que você prefere, e até provocar dor. Se você não disser o que gosta, como a outra pessoa vai adivinhar?

Muitas mulheres preferem a estimulação suave, outras gostam de mais vigor, umas de um toque contínuo, outras preferem um “pisca-pisca”. Conversando é que a gente se entende, não é?

Algumas palavras sobre o hímen

O hímen é uma membrana fina encontrada ao redor da abertura da vagina de algumas mulheres. Ao contrário do mito popular, a presença ou ausência do hímen não indica se uma moça ou mulher teve ou deixou de ter relações sexuais com penetração.

O hímen de algumas meninas desaparece totalmente ainda no período fetal, antes do nascimento. Quando presente, o tecido do hímen geralmente é muito fino, e as atividades normais da infância como abrir as pernas na ginástica, andar de bicicleta, etc., ou mesmo a masturbação, podem resultar no desaparecimento do hímen bem antes da puberdade.
Às vezes o tecido do hímen não é tão fino, mas é tão flexível que ele nem se rompe com a penetração do pênis, principalmente se esta é feita com delicadeza. Muitas mulheres (e homens) esperam que haja algum sangramento e se decepcionam quando não há nada além da diversão.
Em alguns lugares, a expectativa do sangue como prova de virgindade é tão grande que as mulheres costumam casar durante a menstruação, ou criar outros truques para garantir algum sangramento e assim evitar violência ou discriminação. O hímen que sangra na primeira relação parece ser uma situação anatômica minoritária.

Algumas mulheres sangram na primeira relação, às vezes pela ruptura de um hímen mais rígido, às vezes porque na hora H faltou tranqüilidade, delicadeza, paciência ou mesmo porque a relação foi violenta, provocando um excessivo atrito na mucosa não lubrificada da vagina. Essas situações aumentam o risco de infecção.

A VAGINA

A vagina é o tubo muscular que vai da vulva até o útero (Figura 1). Se dividirmos a vagina em três partes, vemos que a parte mais de fora (na vulva) corresponde ao que hoje alguns chamam de abertura vaginal do clitóris. É uma área bastante sensível para o sexo.

Os dois terços de dentro da vagina têm muito pouca sensibilidade. Tanto é que colocamos um absorvente interno (tipo OB) ou um diafragma lá dentro e nem sentimos nada. É por isso também que muitas mulheres gostam mesmo é da estimulação da parte de fora e menos da penetração.

Como um tubo muscular, a vagina pode ser contraída e relaxada conforme a vontade da mulher. Nem toda mulher já teve a oportunidade de aprender como relaxar e contrair a vagina, pois em nenhum lugar nos ensinam como ter consciência da musculatura vaginal, e muitas aprendem por conta própria.

Ter essa consciência da musculatura vaginal é importante para:

* Ter uma vida sexual mais prazerosa (controlar o “aperto” e relaxamento na relação sexual);
* Ter partos mais fáceis (evitar romper o períneo ou ser cortada);
* Manter uma vagina forte em qualquer idade (sem perder urina ou ter bexiga caída, etc.)

Para isso é importante entender como funcionam os músculos da vagina e da pélvis (quadris) e como exercitá-los. Esses exercícios são usados por médicos para prevenir e tratar problemas (da vagina, da bexiga, etc.). Os médicos os chamam “exercícios de Kegel”, em homenagem a Arnold Kegel, um ginecologista americano que batalhou muito para que seus colegas usassem mais os exercícios e menos cirurgia para resolver os chamados “problema de períneo” (perda de urina ou de fezes, vagina prejudicada por partos com cortes ou fórceps, etc.).

Antes de Kegel, esses exercícios já faziam parte de várias culturas tradicionais, principalmente as orientais, como é o caso do pompoarismo (técnica de desenvolvimento sexual asiática) e do tantrismo, uma das vertentes do Yoga (uma abordagem que une espiritualidade e erotismo). Ou seja, há milênios as mulheres já conheciam os exercícios para fortalecer a vagina e a pélvis como um todo.

Escrito por Pin Up*Rê às 17h01
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Assoalho Pélvico: O piso da bacia

A pélvis (“bacia”) é a parte do corpo que fica entre a barriga e as pernas. Como nós andamos em duas pernas, essa bacia precisa ser bem forte para sustentar o peso de toda a parte de cima do corpo. Por isso temos uma musculatura forte que segura todos os órgãos da bacia no lugar certo, incluindo a bexiga, os intestinos, etc.. Nas mulheres isso é ainda mais importante, pois durante a gravidez ela ainda tem que suportar o peso do útero e do bebê. A parte de baixo dessa bacia é feita por músculos fortes, que formam um “assoalho”.

Vejamos como funciona o assoalho pélvico:
Os músculos do assoalho pélvico formam um oito (8), sendo que o círculo de cima envolve a abertura da vagina e da uretra e o círculo de baixo envolve a abertura do ânus.
A saúde dos músculos pélvicos é fundamental para manter a integridade e o bom funcionamento da vagina e da uretra e a posição dos órgãos dentro da pélvis. Os músculos pélvicos controlam o fluxo de urina, a contração (aperto) da vagina e o bom fechamento do ânus. Tanto a uretra quanto o ânus têm um esfíncter (músculos especiais que funcionam como fechaduras) que garantem a retenção da urina e fezes. O assoalho pélvico é composto de várias camadas de músculos suspensos como uma “rede” pendurada em dois pontos, na frente e atrás da pélvis. Além dessa rede, os músculos também formam um triângulo.

Um assoalho pélvico saudável tem um bom tônus (firmeza) e elasticidade. Entretanto a idade, a falta de exercícios em geral, e mesmo a gravidez e parto (seja ele vaginal ou cesariana) fazem com que estes músculos fiquem mais fracos, e a “rede” fique “arriada”.

Também é importante não ficar passando vontade de ir ao banheiro. Quando tiver vontade de urinar ou de defecar, vá logo “atender o chamado da natureza”, como diziam os antigos. Segurar a urina provoca uma distensão muito grande na bexiga e força o esfíncter, facilitando a incontinência urinária e mesmo a infecção (cistite). Quando adiamos as fezes, elas vão secando no intestino, o que facilita o aparecimento da prisão de ventre, das hemorróidas e da dificuldade de segurar os gases.

No parto vaginal, quando a mulher foi cortada na vulva (episiotomia*) ou sofreu um fórceps, isso pode prejudicar mais ainda esses músculos. Antigamente acreditava-se que para preservar a vagina e a vulva, se deveria fazer episiotomia em todas as mulheres. Hoje sabe-se que na grande maioria das vezes, a episiotomia é mais prejudicial do que benéfica, e que deve ser evitada, pois piora o estado genital das mulheres ao invés de preservá-lo. Se você vai ter um parto, converse com seu profissional de saúde sobre prevenção da episiotomia (a liberdade de posição no parto é fundamental).
Fonte: Tomasso, Giselle

Quando esses músculos se enfraquecem, a mulher pode ter os seguintes problemas:

* Sentem que sua vagina está pouco firme para as relações sexuais - às vezes nem ela nem o companheiro sentem prazer;
* Dificuldades para segurar a urina (bexiga caída ou frouxa), quando ri ou tosse;
* O útero pode ficar muito perto da abertura da vagina (útero caído);
* Dificuldades de controlar os gases ou as fezes.

Na maioria das vezes, os exercícios pélvicos podem prevenir e tratar esses problemas. Quando iniciamos os exercícios, os músculos estão fraquinhos, mas eles aos poucos vão reagindo e ficando mais poderosos. Como todo exercício, esses também necessitam de regularidade, fé e constância, mas os resultados são excelentes, e podem mesmo evitar um tratamento por cirurgia. Para muitas mulheres, esses exercícios implicam em grande satisfação sexual, tanto na hora de fazê-los sozinha quanto depois na hora das relações. Aproveite, pois com o tempo pode ficar ótimo!

*EPISIOTOMIA: a ReHuNa (Rede pela Humanização do Parto e Nascimento) lançou em 2003 a Campanha Nacional pela Abolição da Episiotomia de Rotina.

Para localizar esses músculos, faça o seguinte:

1. Tente parar o fluxo de urina quando você estiver sentada na privada. Se você conseguir, está usando os músculos certos. Não se preocupe se não consegue parar a urina no começo. À medida que você vai fazendo os exercícios, eles vão ficando mais fortes.
2. Imagine que você está tentando evitar de soltar gases. Aperte os músculos que você usaria.
3. Deite-se e coloque um dedo dentro da vagina quando contrai a vagina ou segura a urina. Sinta a contração do músculo para conferir que está contraindo o lugar certo.

Tente não apertar outros músculos ao mesmo tempo. Muitas vezes, contraímos os músculos da perna ou da barriga, ou mesmo prendemos a respiração.

Muito mais nesse site: http://www.mulheres.org.br/fiqueamigadela/index.html

O motivo disto? As mulheres são muito desinformadas a cerca de seu próprio corpo, acreditam no senso-comum e disseminam bobagens como verdades irrefutáveis.

E, já q estamos falando disso mesmo, uma frase bem humorada do sujo do Bukowski (escritor):

"Saber se a mulher lava sua xoxota é só olhar suas unhas dos pés,se ela consegue manter seus pés limpos,xoxota limpa!"


Escrito por Pin Up*Rê às 17h01
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22/04/2007


Over and over again

Dóente de novo! Eu, que não ficava doente, depois da gravidez tive tudo q se possa imaginar. Doenças físicas e imaginárias.
Sistema imunológico foi pro beleléu! Se eu tivesse q fazer uma lista para ter uma noção de tudo q já tive, acho q chegaria a conxclusão q já tive tudo q uma pessoa pode ter..rsrsrs

Ontem, fui parar no hospital com dores fortíssimas. Prognóstico: cólica intensa. O dia todo eu estava c uma diarréia danada(e ainda estou), dores de cabeça e febre. Na fila p/ fazer o exame de sangue, comecei a pasar mal, fui atrás do médico dizendo q minha pressão tava baixa. Eu estava muito tensa, e ele numca calma q eu tava quase matando!
Ele mediu minha pessão, ficou um tempão olhando...e disse "olha está 10x7"
-Mas doutor, está tudo apagando, estou com calor, estou suando frio
-Está apagando, está apagando
E ele me carrega p/ enfermaria..e eu fazendo escândalo q minha vista estava apagando, minhca cabeça flutuando, e eu com medo...ainda estava consciente, ma so medo de perder a consciência era incrível..tudo preto, corpo dormente...e eu só pensava na ALanis, com medo de ter um treco e morrer!
Graças a deus quando fomos chegando na cama, minha visão foi voltando..ele me deitou reclinada e eu fui melhorando. Fiquei no soro umas duas horas, esperando o resultado dos exames. E não acusou NADA.
A única conclusão q ele chegou é q poderia estar começando um quadro de........DENGUE!
PQP! DENGUE DE NOVO É UÓ DO BOROGODÓ.
E eu estou sentindo umas leves dores no corpo. Não consigo me imaginar c dengue de novo, um mes depois de ter me recuperado!

E lá vamos nós...

Escrito por Pin Up*Rê às 13h32
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20/04/2007


Game is over

Eu acho que estou me afogando
Asfixiado
Eu quero quebrar o feitiço
Que você criou

Você é algo lindo
Uma contradição
Eu quero jogar o jogo
Eu quero a fricção

Você será
Minha morte
Sim, você será
Minha morte

Enterrar
Eu não vou deixar que você enterre isso
Eu não vou deixar que você asfixie isso
Eu não vou deixar que você assassine isso


E nosso tempo está acabando
E nosso tempo está acabando
Você não pode empurrar isso pra debaixo da terra
Nós não podemos parar isso gritando

Eu queria liberdade
Mas estou restrito
Eu tentei desistir de você
Mas estou viciado

Agora que você sabe que estou preso
Desde a ovulação
Você nunca sonhará em quebrar essa fixação
Você espremerá a vida pra fora de mim
Enterrar
Eu não vou deixar que você enterre isso
Eu não vou deixar que você asfixie isso
Eu não vou deixar que você assassine isso


E nosso tempo está acabando
E nosso tempo está acabando
Você não pode empurrar isso pra debaixo da terra
Nós não podemos parar isso gritando

Como chegou a isso?
Você sugará a vida pra fora de mim

Como chegou a isso?

M. Bellamy

Escrito por Pin Up*Rê às 16h40
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Clariceando

1947 Berna - Suiça

"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu... para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma".

Escrito por Pin Up*Rê às 13h45
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18/04/2007


Haunted

"Longas palavras perdidas sussurram vagarosamente pra mim
Ainda não posso achar o que me mantem aqui
Quando todo esse tempo estive tão vazio por dentro
Eu sei que você ainda está aqui

Me olhando, me desejando
Posso sentir você me arrastando
Te temendo e te amando
Não vou deixar você me arrastar

Te procurando, posso te sentir, vivo
Seu coração esmagado na minha cabeça

Me olhando, me desejando
Posso sentir você me arrastando
Me salvando me raptando
Me olhando

Me olhando, me desejando
Posso sentir você me arrastando
Te temendo e te amando
Não vou deixar você me arrastar"

É, isso durou um bom tempinho.

"Já que por um deslize involuntário aparecemos como contatos, aproveito a oportunidade pra dizer que eu agi infantilmente, com intenção de criar um probleminha, simplesmente para ver se era possível uma pessoa como vc se abalar com alguma coisa. Se desestabilizar. pq em todos os momentos eu fui o que eu sou com qq pessoa, mas isso parecia que incomodava. Eram piadas e mais piadas sarcásticas que magoavam, ainda mais quando eu falava sério e precisa ver um "nossa como vc é engraçada" Crye até hoje eu não entendi finalidade. Se foi o queele escreveu na página, eu n tenho culpa. Mas fazer o que, se o meu jeito não agrada, então não deveria ter fingido q havia alguma amizade apenas para ser gentil.
A grande ironia é q eu fiquei vista como mentirosa exatamente por ter sido sincera demais. Antes eu tivesse ficado na minha, fingido que vc n existisse, n ter pego contato nenhum e nada disso teria acontecido. Fiquei muito abalada, pq talvez eu sofra ds síndrome de estocolmo em algum nível. O silêncio é mesmo o pior castigo, ainda mais para alguém que tenta entender tudo, como eu.

De qualquer forma, como sou impulsiva E preciptada, agi de má fé, mas o impulso de vingança passou faz tempo. Fico envergonhada de ter chegado tão baixoEmbarassed e admiro q vcs estejam felizes, afinal, a união faz a força.

Agora que os dêmonios estão exorcizados, minha consciência volta a ficar tranquila! Q sensação boa é o alívio!

Perdi a confiança de um suposto amigo, mas ganhei paz de espírito!"

Escrito por Pin Up*Rê às 03h46
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08/04/2007


"Se eu escolhi ser assim, não posso reclamar
Não
Se estou meio lá meio cá
Ainda precise me encontrar
É
Se não sou meiga, nem divertida
Se já não me atraem mais as brincadeiras infantis
Se não acho mais graça
Esse não é o meu lugar
Se não sorrio
Se levo a sério
Se me aborreço
Esse não é o meu lugar"

Inevitalmente me sinto como a colega de escola que fica sozinha na hora do recreio
Porque escolheu ser diferente dos demais
Porque estava um pouco mais a frente, ou atrás
Mas porque havia uma bismo entre nós
Dois mundos separados
Tudo isso eu já vi
Já vi e já vivi
Já ri e já chorei
Já superei
Não me atrai mais
Minha cabeça quer papo-cabeça
E um pouco de outro humor
Leviandades me aborrecem
Eu não quero mais
Mas gosto de você
Sua companhia me faz bem
Você me entende, me apóia, me acompanha
Me ouve e me conforta
Sua dedicação é quase maternal
Mas eu não consigo ser diferente

Não dá para evitar
Minha cabeça envelheceu antes
E muito antes, muito além
Dessa forma prefiro levar a vida sério
Me divertir comigo mesma, talvez

Gostaria de ter com quem conversar
Fora do mundo de telas e letras
Alguém com quem compartilhar idéias
E não apenas emoções
Alguém com interesses em comum
Sem anedotas tediosas
Ou superficialidade comum

Prefiro ser qualquer coisa, menos comum
Mesmo sendo uma pessoa comum

Chega...

Escrito por Pin Up*Rê às 12h28
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Ainda esqueci de colocar uma questão que serve para pensar sobre o que é certo/errado, bom/ruim.
Há alguns anos uma menina do bairro ficou grávida. Não quis o bebê. Fez de tudo para abortar clandestinamente, para que os pais não descobrissem. Até mesmo pediu para que duas vizinhas minhas PULASSEM NA SUA BARRIGA, e elas o fizeram. O resultado? Não abortou o feto. E a criança nasceu cheia de problemas, não tem firmeza no corpo, não faz nada sozinha, não desenvolve, é toda mole. Parece um bebê.
O IDEAL seria que ela não tivesse feito nada disso e deixado correr. Mas ela não queria a criança de jeito nenhum, e tentou. Quando uma mãe não quer o filho de jeito nenhum, não é melhor procurar assistência do que correr o risco de condenar a criança à uma vida vegetativa?

Queria dizer que não sou A FAVOR do aborto no sentido de achar CERTO. Não acho que é o ideal, o certo, o melhor caminho. Mas não adiantam opiniões, o buraco é mais embaixo.
Sou a favor da legalização, não apenas em casos especiais, mas que sejam tomadas medidas legais para que o aborto nãos e torne uma "festa" (talvez testes e entrevistas com psicólogos, um número X de aborto permitido: 1 por pessoa em casos não-especiais está de bom tamanho, palestra de esclarecimento dos riscos, enfim, que se tentasse reverter a situação, descobrir o porquê daquele aborto e, claro, com leis que não permitissem que as meninas saíssem engravidando por aí pq depois teriam a facilidade de abortar).

"I said do you believe we are fundamentally judgmental? Fundamentally evil? And you said "yes".
And I said: "i don´t believe in revenge, in right or wrong, good or bad"
And you said:
´Well, what about that man that I saw handcuffed in the emergency room bleeding after beating his kid
and she threw a shoe at his head?
I think what he did was wrong and I would've had a hard time feeling compassion for him´"


Mas eu confesso, pensar sobre isso me dá tristeza. Me embrulha o estômago. Não seis e teria coragem de fazer de novo, nem em uma clínica (clandestina) especializada. Depois que você faz as ultrassons, vê o bebezinho pequenininho se mexendo, ouve o coração, entra todo um lado emocional. Aí você vê sua filha crescisa, é complicado.
De qualquer forma o outro lado também é complicado. E eu não estou aqui para julgar ninguém.

Um linkizinho pequeno, da enquete da Leu Na Veja
http://www.orkut.com/CommPollResults.aspx?cmm=10087467&pct=1175611539&pid=733816669

Escrito por Pin Up*Rê às 02h30
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07/04/2007


Aborto. Sim ou não?


Já estava me preparando para um post sobre aborto. Minha menstruação me deu um susto, e eu estava num dilema: se estiver grávida, o que eu faço?

Conceitos morais e religiosos, à parte, o aborto é um assunto delicado. Envolve muitas mudanças, responsabilidades, escolhas, pessoas, dúvidas e certezas. Si és cuestión de confesar, eu já fiz um aborto. Em 2001, tinha 16 anos.
Foi uma situação desesperada, mas não poderia ter sido mais acertada. Como eu, com 16 anos poderia ter um bebê?
Claro, deve-se "pagar" pela "irresponsabilidade", como dizem alguns. Pode ser, mas era uma briga que eu não tinha maturidade e nem vontade de comprar. A situação, não poderia ser mais desfavorável: o bb era fruto de um relacionamento que já havia acabado, com o até então, meu melhor amigo. Ficamos pouco tempo juntos, eu já estava ficando mal vista na família dele porque desde 98 que ele era exageradamente apaixonado por mim e eu queria dele apenas a amizade. E como ele sofria e fazia show. O mundo inteiro sabe meu nome, quem eu era, e tudo mais. Para a família dele, eu era a menina que fazia o Cyro sofrer. Mas ela nunca me destratou na verdade.
Além desse fato de eu ter descoberto a gravidez (no banheiro da escola, fora do horário da aula, com uma amiga de infância que NÃO estudava comigo mas foi até o centro me prestar apoio e me emprestou dinheiro para comprar o teste - mesmo discordando da minha posição, principalmente por ser católica praticanet fervorosa, ela não saiu do meu lado - VALEU, RÊ!) depois de não termos mais relacionamento algum, ainda havia todo um fato social. Como contar para minha mãe? Ainda mais depois de tudo que ela passou com a minha irmã? O que minha família e meus vizinhos vão pensar? E o meu pai, como vai reagir? Logo eu, a promessa da família. Que eles acreditavam que passaria para uma universidade pública, que teria um futuro mais promissor que a primogênita.
E os estudos, como eu poderia estudar? E trabalhar? O que eu faria? Como amar uma criança cujo nem o pai eu amo? Uma criança que eu não quero ter, que não é bem-vinda, que vai acabar com a minha vida?
Sim, na época meus questionamentos eram todos esses. Minha cabeça era essa. Foi uma grande provação da vida.
Sim, uma provação. Se isso acontece, Deus me deu a chance. Sabe por que?
Por que muito antes disto acontecer, um cara, no chat da uol (que eu participava assiduamente)havia me dito que minha aura era cor laranja, que eu estava muito sexual, que deveria parar porque poderia ter problemas. E realmente, foi uma fase complicada da minha vida. EU tinha terminado três namoros desgastantes, longos e intensos Anderson (99/00), Lúcio e Raphael (2000) e estava meio que experimentando a vida. Experimentando os homens, mesmo que fazer sexo casual mesmo, eu fiz apenas com um, um colega de classe que eu julgava estar apaixonada (e mesmoa ssim foi um pouco antes de eu descobrir q estava grávida - e não era dele). Eu precisava brecar MESMO, pensar minha vida.
E veio a gravidez. E eu decidi tirar. A informação de como, veio pela mãe do Orelha. TIve muito apoio dos meus amigos próximos, da mãe da Rê, principalmente. Mais porque eu estava sozinha, sem rumo, não tinha coragem de contar para a minha mãe. E a maneira de abortar foi arriscada (o que, na época, eu não sabia). Eu udei um comprimido chamado Citotec. Ele é utilizado por ginecologistas para induzir o trabalho de parto, quando ele estaciona por algum motivo. Mas também como último recurso. É relativamente seguro, mas pode acontecer alguns casos de ruptura uterina. Ouvi dizer que já houveram mulheres que morreram por praticar aborto com ele. Mas tudo isso eu só soube tempos depois.
Quem cosneguiu o remédio foi a mãe do Cyro. Ela é enfermeira, e pra ela foi bastante difícil. Ela estava indo contra dua própria profissão, seus princípios.
O remédio custou quase 100 reais. Fizemos tudo na casa dela. Não senti nada. FUi pra casa. Algumas horas depois, uma cólica muito, muito forte, e eu sangrei bastante. O momento, que eu acredito ter sido a placenta saindo, foi o pior. Uma dor forte, um puxão e uma bola grande de sangue. Depois alívio. Quase um mini-parto mesmo.
Fiquei muito assustada, chorei horrores. Decidi contar para minha mãe, que ficou muito assustada, muito preocupada. A Rose, mãe da Rê, me ligou para saber, conversou comigo sobre a importância de eu ter minha mãe como amiga. Foi uma experiência traumática.
Fui ao médico depois, graças a deus não precisou de curetagem. Ficou tudo bem. Um clima maio de mal estar entre mim e a família de Cyro. Um clima de mal estar entre eu comigo mesma.
Depois desse dia, eu decidi que jamais faria isso de novo. A experiência é horrível, eu me senti um lixo, uma covarde, imoral. Mas não podia mais ficar me lamentando. Cheguei a mandar um email na época para meus contatos, tentando conscientizar as pessoas a não fazer isso, sem citar meu caso. Lembrei até de um poeminha, que minha irmã tinha no caderno ( e que NÃO é de minha autoria, como o Cyro chegou a pensar) e só me lembro o final dele, o que mais me marcou na época, e vou reescrevê-lo aqui:

"Nadando em águas quentes, sonhei um dia conhecer o sol, ou quem sabe brincar em um parque.
Hoje vejo que nada disto é possível, pois sinto a força da sucção a me puxar para fora do ventre
Amo-te por me dar a vida.
odeio-te por me matar
Sou fruto da sua irresponsabilidade e fecho os olhos para nunca mais te ver
Adeus, mamãe, adeus."


O que aconteceu depois disto é que fiquei 1 ano e 3 meses sem fazer sexo com ninguém. Alguns meses depois, cheguei até a ter experiências sexuais, mas nada relevante. Me senti muito bloqueada com homens em geral, e com a minha libido. Passei de ativa, que era nas épocas de Anderson, de descobrir o sexo, a passiva. E muitas vezes, a forçada. CHeguei a namorar um rapaz, coisa rápida, casinho de escola, mas por mais quente que ficassem as coisas, era como se eu voltasse a ser virgem. Não confiava mais em ninguém, não queria mais. Me sentia desconfortável e assustada. O jejum se quebrou apenas depois que conheci o Rafael, meu marido.

A vida me deu uma oportunidade de me redimir, hoje tenho uma filha linda, que amo muito e não deixo para que ningupém cuide no meu lugar. Acho que estou "pagando" pela minha irresponsabilidade, de maneira digna. No início, foi difícil aceitar a mudança que é a maternidade, tive depressão e síndrome do pânico. É ainda difícil, e só quem é mãe (MÃE, porque pai nem se compara) sabe realmente o que tudo isso significa. Quem não é, não pode ter a mínima idéia.
E, dessa vez, o susto novamente se repetia. Eu já estava resignada, me preparando para a provação.
Pensei, sim, em abortar. EM face as minhas condições financeiras, emocionais e psicológicas, seria o melhor caminho. Mas não era o que eu queria, na verdade. Por outro lado, eu sei que ter mais um filho do Rafael é se preparar para uma guerra. Ele é imaturo, estressado, faz de qq probleminha algo insolucionável, que consome e desgasta todas as energias. Ele não queria ter outro bebê de maneira nenhuma. Ainda mais depois de praticamente não receber o salário todo mês, por causa de dívidas e mais dívidas que não acabam. Eo alário que não dá? E plano de saúde? E como faremos para estudar? E a escola da Alanis?
E passar noites em claro de novo, ninar bebê com cólica, amamentar, carregar no colo. Ir em consultas médias, fazer exame, outro parto! Trocar fraldas, dar remédios, fazer papinha. Almoçar e jantar tarde, não ter hora para tomar um banho, para descansar, para ler, ouvir música. Ter de lidar com os ciúmes da filha, a falta da já escassa vida sexual. É uma vida difícil.

Escrito por Pin Up*Rê às 12h25
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Eu, estava pensando em escrever aqui sobre isso, tentar chegar num ponto, ou desabafar apenas. Graças a deus, não vou precisar mais (e a depo-provera me aguarda!).

Porém, o assunto "aborto" é bem mais complexo que se possa imaginar. Na comunidade "Leu na Veja? Azar o Seu", está rolando uma enquete sobre quem é a favor ou contra. E os comentários viraram verdadeiros tópicos.
Eu, sou a favor da legalização. Não é tão simples assim dizer que é um assassinato, atentado ou banalização da vida.
Aliás, o que é vida? Onde começa? Essa discussão divide cientistas. Alguns acham que é na concepção, outros quando o feto é capaz de sentir, outros quando começam as faculdades mentais, outros quando o feto assume forma de feto, enfim. Já é um assunto que começa com polêmica.
Nem vou entrar em questões rleigiosas de "quem tem direito de tirar a vida é deus", e tudo mais, proque é muito abstrato. Sou a favor da vida, mas nesse meio temos pontos muito afastados uns dos outros. De que vida estamos falando? De bebês acéfalos, que nunca irão crescer, nem sobreviver 6 meses? De crianças que serão abandonadas à própria sorte? Agredidas, abusadas? Que terão seus direitos básicos negados, sem assistência médica, sem carinho, sem comida, sem brincar, trancadas no quarto? Ou presas pela coleira com os cachorros? Espancadas? ou forçadas a trabalhar?
E a nossa realidade, que não será mudada com discursos moralistas, das meninas pobres, algumas de 9, 10 anos, muitas vezes estupradas, que tiram filhos das maneiras mais perigosas possíveis (chá de maconha, remédios do mercado negro, etc?) Não seria melhor uma assist~encia médica de qualidade, em vez de deixar com que sejam abandonadas a própria sorte(e nesse caso não apenas a omissão da sociedade deixa com que não só o feto morra como também a gestante).
E a dificuldade que tem as mulheres de ligar as trompas no SUS? (MAIOR DE 28 ANOS OU COM QUATRO FILHOS).
Usar camisinha, anti-concepcional, sim, é a solução. Mas enquanto não é a realidade dessas pessoas, o que fazer? Deixar morrer? Fingir que não vê? Que se danem, cada um com seus problemas?

Se a mae não quer, mas o pai ou a família quer, tudo bem ela aceitar ter o bb e dar. Ou se tem uma família que quer adotar, ótimo. Mas entregar para a adoção, muitas vezes é fazer com que as crianças fiquem até os 18 anos em instituições carentes, com uma vida infeliz.

Uma mulher tem o direito ou não de decidir se quer ser mãe, se quer aceitar aquele bebê, se quer criá-lo, dar assistência? Quem realmente irá "pagar" pela irresponsabilidade? : a mãe, que pode resolver não cuidar ou abandonar a criança, ou a criança, que pode ter uma vida de tortura?

Escrito por Pin Up*Rê às 12h25
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06/04/2007


DaMatta me entende!

Como eu adoro ler o que escrevem sociólogos, antropólogos, filósofos, historiadores, psicólogos e afins. Além de me enriquecer como pessoa, como cidadã e como ser social (e sociável), eu compreendo cada vez mais todo o tolhimento que nós, cidadãos comuns (horrivelmente chamados de cidadãos "de bem"), sofremos ao longo de séculos de dominação. Ninguém percebe que até na maneira de falar estamos sendo treinados para ovelhas do rebanho.

Pois que um exemplo CLARO disso é a pressão pela "gentileza". Não aquela do "por favor, obrigado, de nada, não tem de quê". Mas a maneira sutil de dizer a verdade. O "não diga dessa forma", cuja consequência é sempre favorável à classe dominante, como quando um cidadão pobre que rouba é "ladrão" e o rico "cleptomaníaco". Isso é um exemplo até exagerado, mas acontece o tempo todo. Sempre temos que procurara a menira mais sutil, mais gentil, o vocabulário menos agressivo, menos "perigoso", para não ferir a falsa-moral dos cidadãos "de bem".

Pois bem, que lendo o artigo de Roberto DaMatta ,"Em torno dos gatos", publicado no jornal O Globo de quarta-feira(04/04), eu lembrei de algo que aconteceu comigo, no aniversário de 2 anos da minha filha.
Eu havia colocado em cada mesa um porta-retrato e um potinho de vidro, de biscuit, com o tema da festa. Eis que, em determinado ponto da festa, algumas mesas vazias já não tinham mais nem um e nem outro, e muitos convidados que chegaram depois ficaram sem. Eu comentei com a minha cumadre, DÉBORA (viu, escrevo seu nome sim..rss) que as pessoas estavam roubando as lembrancinhas. Ou quando alguém pega algo que já tem e não é para si, não é mais roubo? É o que? Ah sim, furto. Rsss
Ela me olhou e disse "você já viu seu vocabulário?". Eu demorei dois segundos para sacar, olhei pra ela e ri. E disse q era maneira de dizer, e q era isso mesmo. Mas, uma cidadã educada, gentil, de bons costumes não pode dizer que os outros estão roubando. Pega mal e agride a moral (?) alheia.

E então, DaMatta, surge para aliviar minha consciência.

(...)"Em nossa sociedade a palava "roubo" fere os nossos nobres ouvidos e deve ser aplicada somente aos que se conformam aos tipos que, pela letra do nosso preconceito, têm "cara de ladrão" - normalmente, os pretos pobres; os indivíduos mal falantes e vestidos, mal apresentados e sem postura; os que - logo se vê - não tendo amigos importantes, têm "jeito de gente desclassificada".
É trivial, no Brasil, substituir as "más palavras"; as expressões mais precisas - mentira, desfaçatez, preguiça, ladroagem, mendacidade, estelionato eleitoral, etc. - por termos como lorota, brincadeira, pizza, engano, falta de estudo, mensalão, esperteza e malandragem. Com isso, amaciamos e liquidamos as ofensas, transformando crimes em piadas ou dramas sem maior importância, capazes de chocar somente a moralidade pequeno-burguesa." (...)

Ou seja, talvez esteja nas nossas raízes culturais o problema de assumir as coisas como são. Se até no nosso cotiadno tentamos manter as aparências, diminiuir a gravidade das coisas (mesmo quando você gasta seu dinheiro, tem um trabalho, pensa em todo mundo e vê pessoas pegando dois, três e quem você gostaria que levasse uma lembrança, acaba sem), dizer tudo de modo mais brando, não espanta que sejamos tão impassíveis e omissos quando se trata de questões importantes da sociedade.

Escrito por Pin Up*Rê às 15h36
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02/04/2007


I fake it so real...rsss

Consciência extremamente pesada!

Como eu me escondi atrás de uma identidade falsa pra participar da lista da Pitty sem sofrer o preconceito de ser a famigerada "Renata Arruda - ame-a ou odeie-a", eu acabei conquistando exatamente as pessoas que julgava importantes. Fiz amizades. O sentimento é uma MERDA, pq vc quer conhecer pessoalmente, vc quer se mostrar, sair da sombra e como é que pode? Já disseram até q não acreditam q eu exista...rsrsrsrs. Deve rolar uma desconfiança da minha fakitude, ma snão q eu sou eu.
E o medo da decepção? De ter sido tão infantil? ¬¬

Pior é que saí por "livre e espontânea pressão"...rssss..quer dizer, cansei da palhaçada de toda hora ter mensagem moderada, de ter q ficar levando dura a toa, quando com os outros o tal mdoerador releva. Dois pesos e duas medidas não dá certo comigo.
Mas recebi mensagens carinhosissimas, até da P! E agora?

Se vc estiver lendo isso e puder me ajudar a encontrar um caminho....

Belle - "Realmente esta acontecendo o que eu estava sentindo ja, acho que a lista perdeu um membro que faz muita diferença, mas olhando pelo lado da injustiça que estava havendo, concordo com a Clarisse.

Acho meio infantil isso, talvez o Ricardo esteja percebendo que não é soh ele que "sabe de tudo" rsrs.

Pitty, esta lista vai ter o mesmo fim do Pitty-list, por mais que eu goste do PFC e por mais chato que seja falar isso, é o que esta acontecendo, não sei se estão percebendo isso.

Pity fi e Clarisse, pelo menos ja temos outras formas de nos falarmos, tenho as duas no msn e a Clarisse mora aqui no Rio e com certeza ainda vai a muitos shows com a galera daqui, internet é muito bom, mas nada melhor do que olhar nos olhos enquanto conversa.

Tudo vai mudando, e a gente vai se acostumando..."

Priscila Fi - "Bah, q foda...
Fico verdadeiramente chateada com isso, pq tu me conquistou, e sempre tem comentários mto interessantes, na minha vã opinião. Talvez o Tio nunca me moderou pq me conheceu pessoalmente, e viu q eu ñ tenho jeito mesmo, rsrsrsrs. Falando sério, palhaçada moderar só por isso, até pq ele respondeu o mesmo assunto... é do tipo, 'faça o q eu digo, mas ñ faça o q eu faço'??
Valeu por me incluir nesse rol, tenha a certeza q vamos continuar mantendo contato [mesmo q eu demore, por causa do pulso fudido ¬¬'] e quem sabe, não vamos num show da P juntas??
Beijinhos, sorry,
PityFI"

P - "Poxa, eu fico triste. É uma pena mesmo, pq raras são as vezes q leio coisas interessantes na lista, e mtas delas vieram de vc. Gostaria de tentar reverter essa situação, se vc achar possível é só me dar um toque e a gente ajeita.

bj grande, P."

:(((((((((

Q merda ser uma farsa!!!!

Escrito por Pin Up*Rê às 00h58
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