Passado o ano, ele começou a namorar uma menina mais nova, da escola e das redondezas. Ele tinha uma grande atenção com ela, sempre voltavam juntos para casa. Eu morria de ciúme, jamais poderia aceitar que ele desse tanta atenção para aquela menina do que tinha dado para mim, que me doava tanto, que gostava tanto dele e aceitava todas as humilhações e presepadas.
Ele estava namorando. E eu descobri que a tal menina, Vanessa, era conhecida como "varejo", "varejeira" lá onde eles moravam. SIm, porque ela saía com qualquer um e com todos. Aproveitei essa situação e começou a série: implicâncias da invejosa com dor de cotovelo. Mas pra mim, na época, era vingança mesmo. O resumo é que a garota ficou conhecida como Paquita Erótica e, durante muito tempo, a gente só se referiu a ela como "Paquita" mesmo. Mas o apelido NÃO era injusto de forma alguma. Ela me via na rua, alguns anos depois disso, e me olhava com um certo ar de desprezo, curiosidade e receio. Rs.
Passaram-se alguns meses e ele voltou a atacar. Eu, imaginando sempre se tratar da minha ama gêmea, achando que jamais amaria outro cara como ele mesmo que qusiesse, pensando que era meu destino estar para sempre ligada emocionalmente à ele e duas lembranças, fiquei extremamente feliz com a novidade. Acreditei que seria para valer, que ele me amava de verdade, que estava pronto, que seríamos felizes. Ledo engano. A realidade foi que ele só tentou me comer.
Bem, nessa fase nós já beijávamos na boca, e na realidade eu nem lembro de nada dessa época a não ser duas coisas: uma, ele me levou para andar de cavalo no campo atrás do Cael. Cavalos sempre foram a paixão dele, coisa de comprar até revista sobre o assunto, e ele sempre montou e teve cavalo. Nesse dia ele quis me levar para andar, e eu andei, cheia de medo mas andei. Foi uma tarde nublada mas bem tranquila, boa. A segunda lembrança é algo que lembro om amargura e arrependimento: foi a primeira vez que deixei com ele (eele foi a primeira pessoa) me tocasse intimamente. O qu digo com esse "intimamente" não chega a ser masturbação, porque isso eu não deixei ele fazer de jeito nenhum. O que aconetceu é que, depois da aula, nós fomos para uma sala vazia. Eu e ele em uma, Ana Paula e Renato (que na época era amor da vida dela), para outra. Deixei Lúcio me tocar, levantar minha blusa, beijar meus seios e rçar em mim. Ele fez de tudo para "beijar a minha barriga", mas eu não deixei de maneira nenhuma. Ele insistiu tanto que eu achei até absurdo. Chgeuei a perguntar para um amigo: o que um cara quer quando insiste em beijar nossa barriga? A resposta dele: ou subir ou descer. Entendi tudo ali.
Mais uma tentativa frustrada do senhor Lúcio, e também do senhor Renato, porque nem beijar a Ana Paula quis, talvez pelo mesmo motivo que eu um ano antes, e saímos da sala e foi péssimo. Ele não quis nem flar comigo, nem me olhar...foi embora puto, me deixando ali. Fiquei extremamente frustrada e magoada, arrependida. Eu, que na época afirmava que a minha primeira vez teria que ser com ele - e só ele. Até mesmo o Renato criticou o rapaz. Era comum que as pessoas criticassem o Lúcio para mim. "Ele é criança", "Ele é bobo", "Ele fala pelas costas", "Ele inventa", "Ele é egoísta", "Ele não pensa nos outros", "Ele não dá valor". Eu perdoava, afinal, se tratava de um aquariano, é claro. E também tinha a esperança que pdoeria mudá-lo, quando ele me desse uma chance. O amor e a dedicação mudariam tudo. Ledo engano.
Depois dessa frustração toda, a redenção. Comecei a sair mais, conhecer rapazes. Na verdade, nesse ano depois do Lucio eu só beijei 3. Ah sim, ele não foi meu primeiro beijo. Meu primeiro beijo foi na praia de Barra de Guaratiba, com um rapaz 10 anos mais velho que não me desrespeitou em nenhum momento, depois de passarmos a tarde TODA conversando e ele ter tido toda a paciência do mundo comigo, porque eu contei que era meu primeir beijo e eu estava isnegura e envergonhada. Um apaz que chegou a me ligar e querer falar com minha mãe. Não deixei e ele nunca mais ligou.
Depois do Lúcio, cheguei a namorar o Renato, conheci a mãe dele e tudo. Pensando em hoje, talvez por ser virginiano també, sei lá, ele me lembra o Rafael em muitos aspectos, principalmente no ínicio do namoro. Não foi justo o que fiz com ele. Ele vinha na minha casa sempre, direitinho, até no natal. Mas só funcionou uma semana. Nas outras eu comecei a fugir e não querer mais vê-lo, até que eu terminei depois de um mês de namoro, ele chorou e tudo. Mas não havia volta, eu já tinha inventado que estava na casa da minha tia, mesmo estando em casa, e nessa mesma semana, traído ele com o cara com quem fiquei 1 ano e 5 meses de namoro, o Anderson. Uma gracinha ele, lembrava o Tom Cruise na época 9alguns traços). Ele que me fez esquecer o Lúcio.
E o Lúcio não aguentou me ver com ele. Não acredito que tenha sofrido não, mas teve seu ego seriamente ferido e abalado. A primeira vez que Lucio o viu foi na formatura da oitava série e eu vi na cara dele o choque. No ano seguinte, depois de alguns meses, ele começou a ficar falando gracinhas para mim, mas eu não olhava para a cara dele. Até que, por diversos motivos, o namoro com o Anderson foi esfriando a tal ponto que eu deixei de gostar dele. Ao ponto de sentir repulsa quando ele, uma semna depois da gente ter terminado oficialmente, tentou me beijar para voltarmos. Não adiantava, eu havia traído ele com o Lúcio. O que, na verdade, não foi uma traição. Como sempre terminávamos muitas vezes, nessa ocaião em espeical eu já não queria mais, não gostava mais dele e procurava uma deixa para terminar. Até que tivemos uma briga por telefone e terminamos ali. No outro dia, dei uma chance pro Lúcio. Conversamos, ele se declarou pra mim, disse que sempre tinha gostado de mim. No outro dia, terminei oficialmente com o Anderson.